Estudantes de paixão. Espírito de quem honra a capa negra. Cantando encantam aqueles que absorvem o que ouvem. Coimbra é de todos, todos que sentem saudade.
A época académica, que preenche grande parte do ano, é por excelência o suporte de vida da cidade.
Vindos de todos os cantos do país, os estudantes inundam de razão e significado cada pedra da calçada, que transpira história de séculos.
O Mondego que espelha o luar, a baixa dos seus becos de histórias por contar, as ruas que quebram costas, as tascas do traçadinho, os bares de conversa pé de orelha, são a alegria e o conforto daqueles que encontraram uma segunda casa, com a esperança de encontrar a mãe sabedoria.
“Coimbra morre em Julho e renasce em Setembro”, afirmou Nuno Maricato, estudante do 3º ano da Faculdade de Economia, e funcionário da Associação Académica, amante dos encantos da noite e do dia da cidade da saudade.
A AAC é o primeiro poiso, tanto do caloiro como do veterano, que se deixa acolher e rever com grande alegria. Despensa apresentações e publicidades. Encanta, todos os dias e todas as noites, procurando abrilhantar e proporcionar somente bons momentos a todos que lá permanecem muito ou pouco tempo.
É o bar mais conhecido da cidade, onde a tertúlia permanece pela noite dentro e onde várias gerações se cruzam e trocam histórias de vida. A AAC é um espaço à altura dos tempos, com um ambiente leve e acolhedor, acessível a todos, extremamente académico. Encerra durante todo o mês de Agosto.
Coimbra teme o verão, como o peixe teme a rede. Não receia o calor, mas a ausência dos seus estudantes, fiéis durante quase todo o ano. Embora nascendo e morrendo repetidamente, a cidade irradia prosperidade e esperança.
A baixa por sua vez, é o coração, não por ser centro mas por ter a tradição das lojas antigas e remodeladas. Pelos beirais das janelas velhas em granito. Pelas portas altas que impõem respeito. Pelas pombas que acompanham os passos de todos. Pelo entrelaçado das ruas de paralelos gastos. Pela esplanada rústica ocupada pelos velhos do jornal. Pela confusão de gente que sabe para onde vai. E especialmente, pelo estudante que desfila trajado em orgulho.
Maricato sublinha ainda que, “ a cidade deserta só se alegra com os turistas que a vêm ver” não achando curioso que “ a Universidade Velha é o segundo ponto turístico mais procurado de todo o país, pelos turistas estrangeiros e que o comércio tradicional também só sobrevive no verão por eles”.
No entanto, alguns turistas também se deixam levar pela tendência comum e procuram a festa e a multidão, junto à areia branca das praias da Figueira da Foz.
O comércio tradicional, “já teve dias melhores”, afirma D. Deolinda Fernandes, proprietária de um quiosque na baixa da cidade. Este constrangimento ao negócio agravasse com a chegada da estação quente do ano, mas sente-se cada vez mais devido às enormes superfícies que são profundamente persuasoras e invencíveis, falando em preços mais acessíveis e também em diversidade de produtos. Logo, torna-se extremamente complicada a vida dos pequenos comerciantes que vão mantendo uma certa magia e personalidade aos pequenos metros quadrados que ocupam, para o exercício da sua actividade profissional.
O final do ano lectivo é constrangedor e penoso para Coimbra. Os estudantes esgueiram-se na confusão e voltam às suas origens. Para trás deixam os seus novos ou velhos amigos, o seu café habitual, a noite universitária, a aprendizagem de estar menos amparado e a mística do rio que dá sorte com o nabo mordido nas margens.
Todos sem excepção temem a solidão e mesmo aqueles que escolheram viver na cidade, procuram a anestesia da dor para o silêncio ensurdecedor, perto do mar, a Figueira da Foz.
A época académica, que preenche grande parte do ano, é por excelência o suporte de vida da cidade.
Vindos de todos os cantos do país, os estudantes inundam de razão e significado cada pedra da calçada, que transpira história de séculos.
O Mondego que espelha o luar, a baixa dos seus becos de histórias por contar, as ruas que quebram costas, as tascas do traçadinho, os bares de conversa pé de orelha, são a alegria e o conforto daqueles que encontraram uma segunda casa, com a esperança de encontrar a mãe sabedoria.
“Coimbra morre em Julho e renasce em Setembro”, afirmou Nuno Maricato, estudante do 3º ano da Faculdade de Economia, e funcionário da Associação Académica, amante dos encantos da noite e do dia da cidade da saudade.
A AAC é o primeiro poiso, tanto do caloiro como do veterano, que se deixa acolher e rever com grande alegria. Despensa apresentações e publicidades. Encanta, todos os dias e todas as noites, procurando abrilhantar e proporcionar somente bons momentos a todos que lá permanecem muito ou pouco tempo.
É o bar mais conhecido da cidade, onde a tertúlia permanece pela noite dentro e onde várias gerações se cruzam e trocam histórias de vida. A AAC é um espaço à altura dos tempos, com um ambiente leve e acolhedor, acessível a todos, extremamente académico. Encerra durante todo o mês de Agosto.
Coimbra teme o verão, como o peixe teme a rede. Não receia o calor, mas a ausência dos seus estudantes, fiéis durante quase todo o ano. Embora nascendo e morrendo repetidamente, a cidade irradia prosperidade e esperança.
A baixa por sua vez, é o coração, não por ser centro mas por ter a tradição das lojas antigas e remodeladas. Pelos beirais das janelas velhas em granito. Pelas portas altas que impõem respeito. Pelas pombas que acompanham os passos de todos. Pelo entrelaçado das ruas de paralelos gastos. Pela esplanada rústica ocupada pelos velhos do jornal. Pela confusão de gente que sabe para onde vai. E especialmente, pelo estudante que desfila trajado em orgulho.
Maricato sublinha ainda que, “ a cidade deserta só se alegra com os turistas que a vêm ver” não achando curioso que “ a Universidade Velha é o segundo ponto turístico mais procurado de todo o país, pelos turistas estrangeiros e que o comércio tradicional também só sobrevive no verão por eles”.
No entanto, alguns turistas também se deixam levar pela tendência comum e procuram a festa e a multidão, junto à areia branca das praias da Figueira da Foz.
O comércio tradicional, “já teve dias melhores”, afirma D. Deolinda Fernandes, proprietária de um quiosque na baixa da cidade. Este constrangimento ao negócio agravasse com a chegada da estação quente do ano, mas sente-se cada vez mais devido às enormes superfícies que são profundamente persuasoras e invencíveis, falando em preços mais acessíveis e também em diversidade de produtos. Logo, torna-se extremamente complicada a vida dos pequenos comerciantes que vão mantendo uma certa magia e personalidade aos pequenos metros quadrados que ocupam, para o exercício da sua actividade profissional.
O final do ano lectivo é constrangedor e penoso para Coimbra. Os estudantes esgueiram-se na confusão e voltam às suas origens. Para trás deixam os seus novos ou velhos amigos, o seu café habitual, a noite universitária, a aprendizagem de estar menos amparado e a mística do rio que dá sorte com o nabo mordido nas margens.
Todos sem excepção temem a solidão e mesmo aqueles que escolheram viver na cidade, procuram a anestesia da dor para o silêncio ensurdecedor, perto do mar, a Figueira da Foz.
